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Rastro de Fumaça
Autor: Rafael Fernando
Muito antes do povoado surgir, a velha estrada H começava na grande cidade de Alvorada, seguia por alguns pequenos vilarejos e seguia longamente a leste. Após algumas décadas de atraso criaram a linha férrea entre Alvorada e Brochier, bastou alguns anos para construírem a estação de número 29. Com o passar dos anos as pessoas que se acomodavam próximo à estação foram conquistando suas terras e se formou então o povoado de Lassance; construíram o posto policial, a prefeitura, as hospedarias, os bares e industrias.
Mesmo sendo pouco povoado, algumas pessoas se teimavam a formar negócios na cidade, uma delas foi Don Amaral, posteriormente, após sua saída ligeira, apelidado simplesmente de Barão. O homem, velho senhor de barba e cabelos brancos, de corpo cheio e roupas novas, havia chegado com a intenção de empreender na cidade. Comprou terras, uma delas e a mais conhecida foi um espaço, a não mais do que meio quilometro da estação de Lassance; para percorrer todo o perímetro do terreno andando, uma pessoa não levaria menos do que dez minutos. O espaço possuía uma clareira na região próxima a via e ao fundo um grande bosque. Usou seu dinheiro para construir ali uma hospedaria de dois andares, em baixo seria uma loja e no andar superior quartos para viajantes e até operários.
Em questão de meses o edifico estava finalizado e operando. O tal Barão aproveitou de seu empreendimento por cerca de um ano, até infelizmente, precisar sair da cidade; seu filho mais velho, que trabalhava no negócio do pai, teve suas pernas esmadas por uma tora em um acidente durante o trabalho. Com o apoio do médico local, uma de suas pernas melhorou, mas a outra continuava em estado crítico e com medo de deixar o filho lesionado até o fim de sua vida, voltou para Alvorada, cidade de onde são originários. A família toda sofreu por meses durante o tratamento do rapaz, com o desespero, Amaral se afastou de seus investimentos, parceiros e posses. Em questão de meses tudo havia sido abandonado. O velho nunca mais retornou a Lassance e sua hospedaria foi vendida para alguém, mas nenhum cidadão realmente saberia dizer quem.
Há um ano e meio atrás a propriedade foi vendida. O proprietário pagou o valor inteiramente. Após reformas e melhorias na construção, a hospedaria voltava a funcionar após décadas no ostracismo.
No começo de inverno sempre era a mesma história. As ruas começavam a ficar enlameadas, os campos se cobriam com a camada fina de neve e gelo; as pessoas se tornavam mais quietas, o movimento na cidade reduzia, as lojas ficavam vazias e menos se fazia quanto mais cinza e sombrio o clima se tornava. Foi na tarde de terça-feira, o céu estava nublado, garoava e acompanhado por eles um frio terrível.
Enquanto os operários voltavam em grupos da fábrica de tijolos; vinha, da direção da estação, um figura. Estava bem agasalhado, vestia um chapéu e botas longas, não o viam corretamente devido à neblina e a garoa. Quando os operários se aproximaram do homem, ele parou e os esperou chegar até ele. Enquanto ficava postado, balançando com as rajadas de vento em silêncio, os operários que se aproximavam se perguntavam quem era; diziam: “Seria Dimitri?” Outro cochichava: “Deve ser o Ivan, filho do Olegar.” Outro retrucava: “Não pode, o menino não é tão alto.” Chegavam então a conclusão; tratava-se de um viajante.
Enquanto o vento uivava, os ombros e chapéus se cobriam de neve, a dúvida sobre quem seria o viajante aumentava. Os homens reduzem o passo e antes que ação possa parecer suspeita para o estranho, um rapaz se adianta. Com certa dúvida se dirige ao forasteiro:
— Boa tarde, meu caro. Precisa de alguma ajuda?
A voz rouca e raspada o homem responde com certa cortesia:
— Boa tarde! Meu caro, a hospedaria. Poderia me dizer onde eu posso encontrá-la?
— Bem… qual procura? Temos a da dona Aniska e a recente perto da estação... — disse antes de ter um tosse seca.
— Essa! — responde rápido e firme. — Essa próxima da estação.
— Viajante.
— Sim.
Passado o receio do estranho, o grupo segue o caminho, deixam eventualmente o jovem e o viajante para trás… Ambos sequem conversando e a cada tosse, e raspada de garganta, mais jovial sua voz soava.
— Você deveria ir para rua M. A hospedaria está na rua M, mas a rua começa na via da estação. Provavelmente passou pela entrada sem perceber.
— Hum! Deve ter sido isso mesmo. Grato meu caro.
— Disponha. Adeus.
Com o passo apressado, o rapaz retorna ao grupo dos operários. O viajante retorna ao seu trajeto e logo chega a rua que o rapaz havia mencionado, e encontra, após uma curva, a hospedaria. A iluminação começava a baixar, o céu era mais escuro e azulado. A neve havia engrossado e a temperatura caia vertiginosamente. O estabelecimento parecia a antítese do cenário atual, seu interior estava bem iluminado com cores quentes, estava mal cuidado e pouco limpo. A passos rápidos o viajante se aproxima do local, as vozes internas, a música e a cantoria se tornam mais altas e claras. Com um empurrão abre a grande porta dupla de madeira do local.
No interior, se depara com um grande grupo de pessoas. Haviam cerca de vinte pessoas ao todo, em sua maior parte homens que trabalham no campo ou nas fábricas. Estavam animados, dançavam e cantarolavam com agitação e não ligaram pela presença do estranho. O espaço era amplo; tinha cerca de dez metros de largura; era como um largo corredor onde havia o grande balcão, ao centro; mesas e baquetas nas laterais. Em um dos lados, ao fundo, havia o corredor que levaria a escada do piso superior. No outro, uma porta para os fundos e outras dependências do estabelecimento. Semelhante ao exterior, o interior não era de fato limpo, o chão parecia manchado e encardido, as paredes tinham respingos. O ar era quente e denso, iluminação alaranjada, confortante. O barulho parecia ecoar e se ampliar dentro do salão, sendo difícil se acostumar com a presença dos instrumentos e da cantoria. O cheiro de bebida e comida se espalhava pelo ar como uma brisa indesejada. E enquanto se adequava ao espaço:
— Boa noite, senhor.
— Hum! Boa! — disse rouco.
— Como posso ajudá-lo? — respondeu imediatamente após a resposta.
— Eu quero uma bebida. — Se aproxima do balcão, puxa um banco alto. — Cerveja?
— Sim.
Enquanto bebia, observava o ambiente onde estava com atenção. Havia o grupo de jovens, tinham os instrumentos e eram os mais baderneiros de todos os presentes. Os mais velhos, também faziam seu barulho e incômodo, mas boa parte estavam jogando cartas ou se restringiam a beber em grupo. Das poucas mulheres presentes, não haviam mais do que cinco, estavam com os seus maridos, muito bem guardadas e cantarolavam em conjunto as músicas com uma participação limitada.
Bastaram apenas alguns goles para tudo se tornar mais problemático. O ar parecia, agora, insuportavelmente quente; o barulho ensurdecedor e o cheiro de podre lhe ardia o nariz:
— De onde vem camarada?
— Perdão, o quê?
— De onde você vem?
— Ah sim. Capital
— Hum! — O balconista, homem magro de mais, alto e de bigode volumoso, volta a organizar as garrafas embaixo do balcão. — Veio a trabalho? — Prosseguiu.
— Sim. Mas… — Cobriu com seu braço a tosse. — Mas estou indo para Varinovka.
— Conheço… — Parou pensativo por um instante.
Neste momento a multidão começa a se acalmar, a cantoria reduz e as pessoas se voltam mais aos jogos. Se distanciando do forasteiro para atender um pedido de um rapaz, já bem bêbado, o homem se questiona sobre o viajante. Não era de se ver viajantes parando em Lassance, aos que faziam, suas motivações em geral se resumiam a questões familiares. Havia de descobrir o que o fizera pousar em Lassance; um vilarejo tão caído e deprimente. Atendeu o jovem, rodou por algumas mesas buscando pratos e copos; quando retornou, os pôs para lavá-los e enquanto passava brevemente na sala de bebidas, pensou no fio de conversa ideal. Retornando ao viajante, já havia bebido mais da metade do grande copo, já tinha sua jaqueta externa aberta e seu chapéu já estava livre da neve, apenas molhado sobre o balcão:
— Meu caro, se me permite… — Olhava para um par de jogadores, evitando olhar diretamente ao forasteiro. Não tem resposta. — O que… O que lhe fez parar em Lassance?
Após terminar um gole da cerveja, responde sobriamente:
— Descanso. Por quê?
— Se me permite, não acho isso.
— Pois?
— Ei jovem, olhe para mim. Já fui dono de um estábulo em Varelin, cheguei a ter vinte cavalos sobre meus cuidados. E isso não faz mais do que cinco anos…. Quero que olhe onde estou agora… Conhece Varelin?
— Já ouvi falar, se serve…
— Ano passado… — Cortou. — Era cocheiro do mesmo estábulo que fundei a oito anos atrás! Passei por tudo… Era desse tamanho! Passei, por maus momentos, adoeci, não bastou muito para saber que não duraria muito naquele emprego. Abandonei, após um tempo cai aqui, nesta cidadezinha e encontrei este emprego.
— Markovian! — Foi interrompido pelo grupo de funcionários bêbados. — Markovian! Nos dê mais cerveja!
— Olhe! Mal se aguentam nas cadeiras. — E partiu para servi-los. Ao voltar, prosseguiu. — Essa não é uma cidade boa. E não veio aqui a descanso, pois o trem não demora muito mais para chegar a Miroval, que é bem… Muito melhor!
— Ora, não ligue, meu caro! — Finalizou o copo. — Apenas quis aproveitar e pousar aqui. Já morei aqui, quando era muito pequeno.
— Hum.
— Meu pai… trabalhava na fazenda do… — Karsov! Imagino que não conheça.
— N-Não faço ideia.
— Vê?
— Bem filho, se é o que diz…
Ambos se calam. O velho parte para lidar com seus clientes, enquanto o viajante permanece em seu canto, quieto, apenas bebendo e observando. A noite caiu, grande parte dos moradores já havia partido; o local estava mais silencioso e frio, a única grande memória dos momentos anteriores era o presente cheiro de cevada e comida fria. Ambos já estavam exaustos, o trabalhador só se restringia a limpar e organizar o local interno do balcão; enquanto estava distraído:
— Ei Markovian!
— Pois não? — responde sem olhar para o viajante ou parar sua ação.
— Eu tenho uma pergunta. — Tem então a atenção do atendente. Continua após um longo respiro. — Quem te contratou?
— Como?
— Quem te contratou para trabalhar aqui? — Responde rápido. — Bem, pelo que disse, não teria condições de comprar a hospedaria…
Markovian apenas olhou para o rapaz, pensou sobre sua pergunta e sem muita reação entrou para a sala de bebidas com algumas garrafas. O jovem permaneceu em silêncio o aguardando no balcão. Enquanto aguardava inquieto, escutava o barman arrumando os objetos da sala. Pouco depois, retornou para o salão principal:
— E por que quer saber? — respondeu sem hesitar
— Preciso de trabalho… — Tosse no meio da sentença. — Se o meu contrante de Varinovka mudar de ideia, eu poderia trabalhar aqui em Lassance…
— Bah! — Pausou pensativo por um breve instante. — Não gostaria de trabalhar aqui… Só temos as fábricas, a estação… — Não termina a frase.
Ambos ficam em silêncio. O tempo passou, as pessoas se foram e o salão se esvaziou. Quando já estava terminando outro copo de cerveja, agora em uma mesa na quina, dirige sua palavra novamente para Markovian:
— … Meu caro, quanto me disse que era a noite?
— São vinte…
No momento de levantar para falar com o velho, deu um gemido de dor.
— Ei amigo! Meu caro! — disse em tom forte e elevado — Quem foi mesmo que te contratou? Gostaria muitíssimo de saber! — E após muito pensar, o outro responde.
— Sotov. — E toma o dinheiro que o rapaz lhe oferecia.
— Hum. Sotov… Dê quê?
— Pavelin Sotov! — Suspira irado. — Quer seu endereço?
Em silêncio, ambos passaram a próxima meia hora até o viajante ir para um dos quartos e repousar. O caminho até o quarto era um corredor escuro, iluminado apenas por uma vela ao seu fim, não possuía janelas. O quarto era minúsculo, mas se conseguia fica de pé sem o medo de bater a cabeça contra o forro de madeira. Nele havia apenas uma pequena cama velha, forrada com trapos e uma coberta fina. Ao lado da cama havia um pequeno móvel, como uma pequena mesa para apoiar algo. Não demorou muito para se deitar, mas não conseguia dormir; o vento era muito forte do lado de fora, a nevasca havia piorado muito, o frio dentro do quarto também era enorme e embora não fosse exposto diretamente com o ar externo, podia-se sentir brisas de ar gelado cruzando de um lado para o outro.
A noite se seguiu longa e incomoda. Não tinha sono e quando conseguia dormir era por apenas alguns poucos minutos. Certa hora da madrugada, se tornou ainda mais difícil de adormecer após escutar vários ruídos do andar inferior, onde é a taberna.
Acordou antes do raiar do sol. Tinha uma dor nas costas e um mau jeito no pescoço. A neve não caia mais e o vento era manso. Aguardava a luz do dia surgir com ansiedade e quando o ocorreu, partiu logo para taberna. Ainda na escada já escutava as vozes de fregueses, ao chegar lá, se depara com dois homens com barriga de bebedores de cerveja, estavam conversando e zoando entre si enquanto jogavam. Notando o local aberto, mas sem a presença de Markovian, cruzou para o interior do balcão, procurou-o entre algumas saletas sem sucesso. Quando voltou ao bar, foi interrompido por um dos homens:
— Ei jovem amigo, me permite? — Sem recusar, acenou com a cabeça. — É o forasteiro não? O vi passando ontem pela rua…
— Oras! Concentre-se no jogo — rompeu seu colega.
— Quieto, estou falando com o jovem ali. — O jovem evitou os olhares, na verdade, procurava por Markovian. — Meu amigo, qual seu nome? — Concluiu o homem.
O rapaz nem pensava em responder, procurava apenas não se distrair com os dois. Desesperado, olhando para todos os lados sem achar o sujeito, ajeita algo dentro de seu casaco e permanece próximo a uma das janelas próximas à entrada. Os mais velhos, percebendo que foram ignorados pelo jovem viajante, voltaram ao seu jogo como antes.
O tempo passou e cerca de meia hora desde que se pusera a vigiar a entrada. De surpresa surge Markovian vindo pelo portal do terreno. Vestia uma casaco maior do que o de ontem, escuro e usava eu chapéu. Vinha caminhando, pisando fundo na neve fofa. Assim que o avistou se atirou para fora da taberna. Por um momento encarou o velho de bigode se aproximando pela varanda da construção, mas alguns poucos segundos depois seguiu para o campo aberto. Ambos se encaravam, pararam a cerca de vinte passos um do outro. Um longo período de silêncio perdurou até que Markovian o quebrar:
— Posso ajudá-lo em alguma coisa filho? — disse de forma áspera. O jovem não respondeu imediatamente.
Um longo silêncio se seguiu, apenas uma leve brisa e ao fundo, as vozes dos homens em seu jogo animado quebravam a quietude total.
— Em uma cidade, bem longe daqui… — Iniciou o jovem. — Me informei sobre um certo caso. Assassinaram uma velhinha, roubaram as joias em seu apartamento… Uma coisa triste e horrorosa. As joias, foram encontradas algum tempo depois, pelo que sei.
— E o que isso me interessa filho? — interrompeu.
— Felizmente encontraram parte do que foi roubado. Infelizmente não acharam o criminoso… — Fez uma pausa enquanto analisava o velho. — Quando esse caso chegou até mim pelo juiz do distrito, eu logo me recordei de uma sequência de casos que vinham ocorrendo no oeste há um tempo, parecia muito certo ser o mesmo suspeito.
Há uma batida. Ambos os homens surgem na porta da taberna. O rapaz tem um leve susto com o estrondo, mas não é perceptível. Ambos surgem e berram:
— Markovian! Estávamos te esperando! Queremos beber, está muito frio. — O bigode permanece em silêncio, postado como antes. O jovem continua a encará-lo.
— Já irei entrar! — diz após um momento. Irritados, ambos entram e batem a porta.
— Não muito tempo depois comecei a seguir as pistas, cidade após cidade. Usava nomes falsos, tinha um costume de ir e voltar para as cidades de tempos em tempos… — Deu um ou dois passos para o lado. — E exatas duas semanas atrás, me foi enviada uma carta informando sobre um acontecimento. Era sobre uma propriedade furtada de um suposto tio, o criminoso que fez isso, já tomava conta do lugar a meses e só agora o crime havia chegado ao conhecimento de certas pessoas…
— Hump! E o que você acha?
Um instante de silêncio se passou antes que ambos sacassem suas armas. O velho havia sacado um revólver longo de um coldre sobre o casaco. No mesmo instante, o rapaz sacou o que guardava no casaco próximo do alcance de sua mão. Ambos dispararam em um mesmo instante. O homem foi acertado sobre o ombro próximo do pescoço e caiu, embora estivesse vivo não resistir no frio. Já o rapaz foi acertado na coxa e despencou de lado. O som dos disparos ecoaram pelos campos próximos e fizeram ouvir por quase todo o vale. Num instante os dois homens saíram em disparada para ajudá-los, um, que usava um chapéu estranho se dirigiu ao rapaz, o outro a Markovian. Este, mesmo com ajuda, faleceu logo sangrando muito na neve, já o jovem foi levado para dentro e o médico foi chamado.
Não demorou muito para que o acontecimento torna-se conhecimento comum na cidade de Lassance. Haviam executado o barista Markovian em seu local de trabalho, o assassino: um viajante desconhecido. A ação casou espanto imediato na população, que logo se transformou e uma agitação. Assim que o oficial foi chamado e chegou à cena, descobriu tudo sobre o suposto barista; na verdade, se tratava de um estelionatário, vivia foragido usando nomes falso. Em certo momento no último ano, de alguma forma, encontrou um punhado de ouro roubado e com o dinheiro teria comprado a taberna e hospedaria de um tio já muito velho; como descoberto posteriormente; ele não o pagou e veio a cidade como proprietário do local.
O jovem, por outra vez, fugiu antes de ser escoltado pelos oficiais. Quando pressionado havia dito que seu nome era Edrian Moltski. Mais tarde os oficiais foram informados que este nome se referia a um colunista da capital, homem já de idade e balofo. O rapaz provavelmente fugiu para a estação e pegou um trem que passava; se não, teria se dirigido para os campos e bosques, onde não sobreviveria estando naquele estado. A propriedade foi então retomada pelo dono verdadeiro e então restaurada e modernizada por completo pouco antes de sua morte. Algum tempo depois, a propriedade foi passada para seus filhos e ali se montou uma agência, usada por Lassance e vilarejos e cidades próximas.